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07/04/2010

Delirium

O Delirium é um dos mais famosos bares de cerveja de Bruxelas. O ambiente é todo decorado na temática cervejeira e tem nada menos que 40 cervejas on tap!




25/03/2010

Belgian Beer Weekend - 3ª Parada

Cerveja nº 187: Houblon Chouffe


Cerveja nº 188: Rodenbach Grand Cru

Cereja nº 189: Echt Kriekenbier

Cerveja nº 190: Malheur Brut


E que se encerra nosso tour cervejeiro pela Bélgica!

Belgian Beer Weekend - 2ª Parada

Nossa segunda parada começou com uma cerveja fantástica, a Petrus Aged Ale. Produzida pela cervejaria Bavik, essa ale é envelhecida em barris de carvalho e apresenta uma grande acidez, cítrica, que lembra um limão rosa. Imediatamente comecei a pensar em harmonizações para essa cerveja: peixe frito, frango assado, um ceviche... o potencial de harmonização dessas cervejas é muito grande.

A grande atração do dia no festival foi um desfile carroças antigas que eram usadas para a entrega dos barris de cerveja. Várias cervejarias estavam presentes e o grande destaque foi a Brouwerij Bosteels, que produz as famosas Tripel Karmeliet, Kwak e Deus.


Olha aí o famoso copo da Kwak!



Degustamos ainda: Goulden Carolus Tripel e St. Feuillien Tripel.

Belgian Beer Weekend - 1ª Parada

O nosso ultimo final de semana na Europa foi planejado para coincidir com um dos eventos cervejeiros mais importantes do mundo: o Belgian Beer Weekend, que ocorre todo ano na belíssima Grand Place, em Bruxelas.

Todas as principais cervejarias do país marcam presença e pelo tamanho da carta de cervejas (abaixo) percebe-se que há opções para todos os gostos. Ainda é possível provar cervejas em barril que normalmente são oferecidas somente em garrafa.


Nossa primeira parada foi o estande da Brouweri St. Bernard, onde todas as cervejas estavam disponível em barril. Provamos:
- St. Bernardus Grottenbier
- St. Bernardus Prior 8 - uma dubbel que seria uma das favoritas da viagem
- St. Bernardus Abt 12
A próxima parada foi na Brouwerij Verhaeghe, onde tivemos o prazer de provar a famosa Duchesse de Bourgogne, em barril. Essa é uma brown ale maturada em barril de carvalho, muito complexa, com toques de vinho madeira, ácida, seca. Foi direto para o TOP 10 e ainda trouxemos uma garrafa na mala.

E vem muito mais!

17/03/2010

Finalmente Bruxelas - Brasserie Cantillon

A Cervejaria Cantillon, em Bruxelas, é um museu vivo. Aqui são produzidas, com equipamentos centenários, algumas das mais autenticas e raras cervejas do mundo, as lambic. Vendo as fotos abaixo, da pra entender...

É aqui que tem início a fermentação espontânea do mosto, com microorganismos presentes no ar e só existentes neste micro-clima.

Limpeza não faz parte do processo. Qualquer alteração nas condições locais pode alterar completamente as características da cerveja.


São anos de maturação em barris de carvalho.

Uma kriek sendo filtrada, para remover as cascas e sementes das cerejas adicionadas aos barris.


Mais alguns meses (ou anos) de maturação nas garrafas e está tudo pronto!



Admito que a impressão inicial é de estranheza e realmente não é uma cerveja fácil.
Mas é preciso "entender" a cerveja e apreciar suas qualidades. O potencial para harmonizações gastronômicas com essas cervejas é muito grande.
Provamos:
- Gueuze: alaranjada, cítrica e ácida (limão), leve amargor final.
- Kriek: a cor dessa cerveja é fantástica! Ácida, sabor de fruta, muito persistente, herbácea (taninos das sementes).
- Cantillon Iris 2007: boa espuma, carbonatação muito alta com perlage, muito ácida, seca.
- Cantillon Grand Cru Bruossella 2006: uma rara lambic, totalmente flat (sem carbonatação), aromas de maça, manteiga, ácida e persistente.

08/01/2010

Poutersgat e Deus

Bruges é realmente um paraíso para os amantes da cerveja.
Aqui estamos no Poutersgat, um bar com uma localização inusitada, em baixo da uma igreja!
O lugar é muito bacana, mais frequentado por jovens (uma raridade) e tem uma boa carta de cervejas.


Pudemos provar algumas cervejas da famosa De Dolle Brouwers:
- De Dolle Arabier: dourada, boa espuma, amargor pronunciado, "quente" com seus 8% alc.
- De Dolle Oerbier: 9% álcool, avermelhada, boa espuma, encorpada, frutada com notas de passas, muito carbonatada e final seco. Muito boa!

Saindo do bar, já estavamos com tudo armado para uma degustação de primeira. Queijo de cabra, salmão defumado, uma baguete, taças e uma Deus, o famoso Brut des Flandres.

Tenho certeza que muitos vão descordar, mas a cerveja foi uma decepção total!
Uma cerveja dourada, límpida, boa espuma e um lindo perlage, mas muito adocicada e enjoativa. Vale lembrar que pagamos apenas €10 pela garrafa e não exorbitantes R$200 no Brasil. Não vejo motivo para tanta fama, fora a embalgem muito bonita.
Melhor seria comprar vinhos espumantes nacionais, produzidos no sul do Brasil, que tem MUITA qualidade e um preço muito menor.
O queijo de cabra e o salmão estavam fantásticos!

De Halve Maan Brouwerij

A De Halve Maan Brouwerij é um famoso ponto turístico em Brugges. São oferecidos tours pela cervejaria e há uma lojinha para comprar cervejas e lembrancinhas. E tem com certeza um dos bares mais bonitos da viagem.
Provamos a Brugse Zot Blond, que não impressionou.




Estamos em Brugge - Brugs Beertje

Este é o Brugs Beertje, ponto de encontro certeiro entre os viajantes cervejeiros na Bélgica.
Aqui provamos as seguintes cervejas:
- Witkap Pater Tripel
- Witkap Pater Stimulo
- Abbaye des Rocs Brune: muito boa!
- Kwak: cortesia de alguns novos amigos, no seu famoso copo.



Brasserie de Blaugies

As cervejas da Brasseire de Blaugies são fantásticas. Essa pequena cervejaria na fronteira com a França é uma das mais expressivas (e das poucas restantes) produtoras das "farmhouse ales", cervejas produzidas nas antigas fazendas da região, para consumo dos seus trabalhadores.

Quando chegamos ao Fourquet, bar e restaurante administrado pela cervejaria, tudo estava fechado. Ainda assim, após alguma insistência, a dona apareceu e conseguimos comprar as cervejas, em linda garrafas de champagne. Ela não conseguiu esconder o orgulho de vender suas preciosas cervejas para turistas do Brasil!

Conseguimos ainda visitar a cervejaria. O dono e cervejeiro Pierre fez questão de nos mostrar todos os equipamentos. Apesar da crescente fama e inegável qualidade, a cervejaria produz somente um dia por semana e uma parcela significativa dessa produção está sendo exportada para os EUA.



Notas de degustação:
- Blaugies Biere Darbyste: uma cerveja de trigo com 5,8% alc, a melhor de todas! Ótima espuma, opaca mas com uma cor alaranjada vibrante, linda. Toques cítricos, malte, leve adocicado, complexa e final muito seco. Muito boa!
- Blaugies la Moneuse: uma saison, mais forte que a anterior, com 8% álcool. Mesma cor fantástica. Notas de caramelo, condimentada, amargor final suave.
- Blaugies Saison D´Epeautre: uma saison com 6% álcool. Sabor suave e equilibrado, pouco amargor.

Westvleteren

Finalmente pudemos provar as míticas cervejas trapistas de Westvleteren. Estas são possivelmente as trapistas mais cultuadas e a com certeza as mais difíceis de encontrar, já que a venda é feita somente na fábrica e em quantidades limitadas. Poucas chegam as bares especializados pelo mundo, com preços sempre muito altos.

Ao lado da cervejaria está o belíssimo Vrede, bar onde se pode degustar as 3 cervejas produzidas (e mesmo aqui não foi possível comprar algumas garrafas para "rechear" nossa adega):
Blond - uma cerveja com amargor pronunciado e final seco, muito equilibrada.
Bruin 8 - uma dubbel muito boa, encorpada, com notas de caramelo, chocolate, passas, frutada e com amargor final muito delicado.
Bruin 12 - potente, com 10,2% alcool, escura, encorpada, complexa. Ainda estava muito jovem, com certeza ainda melhora muito com alguns anos de repouso em adega.


Interessante notar que, exceto por alguns poucos "turistas cervejeiros", o salão estava completamente tomado por uma turma de belgas, onde o ponto comum eram os cabelos brancos...
Já havíamos notado que na Bélgica os jovens demostram pouco interesse pela riqueza histórica e gastronomica das cervejas locais. Vale lembrar que mesmo na Bélgica as lagers industriais dominam mais de 70% do mercado!

10/11/2009

Cervejas à Vapeur

Em frente ao prédio da cervejaria fica o bar oficial da Vapeur, Cense de la Brasserie à Vapeur. Lá fomos MUITO bem recebidos pelo Jean-Louis Dits, cervejeiro e proprietário. Os amigos, que ajudaram na produção do dia, estavam animados tomando as cervejas da casa e, apesar de somente o Jean-Louis e uma amiga falarem inglês, tivemos conversas muito legais com toda a turma.

O Jean-Louis é uma figura! Nos contou toda a história da cervejaria que é considerada um "museu vivo", empregando técnicas e equipamentos centenários, de como comprou a empresa na década de 1980 (ele era um professor de História) e MUITAS outras. É tanta história que ele publicou um livro sobre a cervejaria, que nos presenteou ao final da nossa visita.




As cervejas foram espetaculares! Diferentes de tudo que já haviamos provado, com muita personalidade: Saison de Pipaix 6%Alc, En Folie 8%Alc e Cochone 9%Alc.

Destaque absoluto para a Saison de Pipaix, provavelmente a mais fiel reprodução das antigas cervejas tipo Saison produzidas na Bélgica, junto com a Saison Dupont. A cerveja tem uma complexidade incrível, é seca, com uma considerável acidez que combina perfeitamente com as intensas notas frutadas e de especiarias (são usadas várias especiarias na sua produção, como gengibre, pimenta, coentro, cascas de laranja) e ajuda a manter um alto drinkability. Difícil de achar, difícil descrever, e superou todas as minhas expectativas! Com certeza essa é uma das melhores cervejas do mundo.


Santé!

Brasserie à Vapeur


A Cervejaria Vapeur foi sem dúvida o ponto alto e mais marcante de toda nossa viagem cervejeira. Ela possui características que considero fundamentais numa microcervejaria: produção artesanal (e manual), ingredientes locais, tradicão com inovação e, claro, sempre bons amigos por perto. Explico melhor.

Um antigo motor a vapor fornece energia mecanica para os equipamentos da cervejaria, como o moinho e os agitadores, o resto do trabalho é manual. Além da Vapeur, acredito que só existe mais uma cervejaria movida a vapor em atividade, a Hook Norton, que tivemos o prazer de visitar, na Inglaterra.




Na foto abaixo, a Vinciane, esposa do Jean-Louis Dits, dono da cervejaria, está esvaziando a tina de clarificação centenária, no braço! É marcante o contraste com a imagem brasileira de cerveria artesanal, toda em aço inox, motorizada e automatizada.


Quanto falo em utilização de ingredientes locais, nunca vi nada mais verdadeiro! A produção do dia utilizou lúpulo que cresce no muro da cervejaria, colhido na mesma manhã!



A mistura de tradição e inovação, com uma boa dose de ousadia, é percebida nas cervejas produzidas (e seus rótulos), todas com acidez muito pronunciada e notas de especiarias, usadas intensamente nas receitas.

Quanto aos amigos, eles são fundamentais na vida dessa cervejaria, que produz cerveja somente uma vez por mes, num Sábado. Eles vem de toda a região para ajudar e carregam sacos de malte, colhem lupulo, pesam especiarias .... e são recompensados com uma animada confraternização no final do dia!

Não acreditei que tivemos a sorte de aparecer justamente neste dia!