


A grande atração do dia no festival foi um desfile carroças antigas que eram usadas para a entrega dos barris de cerveja. Várias cervejarias estavam presentes e o grande destaque foi a Brouwerij Bosteels, que produz as famosas Tripel Karmeliet, Kwak e Deus.


Degustamos ainda: Goulden Carolus Tripel e St. Feuillien Tripel.
Todas as principais cervejarias do país marcam presença e pelo tamanho da carta de cervejas (abaixo) percebe-se que há opções para todos os gostos. Ainda é possível provar cervejas em barril que normalmente são oferecidas somente em garrafa.
Nossa primeira parada foi o estande da Brouweri St. Bernard, onde todas as cervejas estavam disponível em barril. Provamos:
A próxima parada foi na Brouwerij Verhaeghe, onde tivemos o prazer de provar a famosa Duchesse de Bourgogne, em barril. Essa é uma brown ale maturada em barril de carvalho, muito complexa, com toques de vinho madeira, ácida, seca. Foi direto para o TOP 10 e ainda trouxemos uma garrafa na mala.
E vem muito mais!
É aqui que tem início a fermentação espontânea do mosto, com microorganismos presentes no ar e só existentes neste micro-clima.
Limpeza não faz parte do processo. Qualquer alteração nas condições locais pode alterar completamente as características da cerveja.
Uma kriek sendo filtrada, para remover as cascas e sementes das cerejas adicionadas aos barris.


Pudemos provar algumas cervejas da famosa De Dolle Brouwers:
Saindo do bar, já estavamos com tudo armado para uma degustação de primeira. Queijo de cabra, salmão defumado, uma baguete, taças e uma Deus, o famoso Brut des Flandres.
Tenho certeza que muitos vão descordar, mas a cerveja foi uma decepção total!
Quando chegamos ao Fourquet, bar e restaurante administrado pela cervejaria, tudo estava fechado. Ainda assim, após alguma insistência, a dona apareceu e conseguimos comprar as cervejas, em linda garrafas de champagne. Ela não conseguiu esconder o orgulho de vender suas preciosas cervejas para turistas do Brasil!
Conseguimos ainda visitar a cervejaria. O dono e cervejeiro Pierre fez questão de nos mostrar todos os equipamentos. Apesar da crescente fama e inegável qualidade, a cervejaria produz somente um dia por semana e uma parcela significativa dessa produção está sendo exportada para os EUA.
Notas de degustação:
Ao lado da cervejaria está o belíssimo Vrede, bar onde se pode degustar as 3 cervejas produzidas (e mesmo aqui não foi possível comprar algumas garrafas para "rechear" nossa adega):
Interessante notar que, exceto por alguns poucos "turistas cervejeiros", o salão estava completamente tomado por uma turma de belgas, onde o ponto comum eram os cabelos brancos...
Em frente ao prédio da cervejaria fica o bar oficial da Vapeur, Cense de la Brasserie à Vapeur. Lá fomos MUITO bem recebidos pelo Jean-Louis Dits, cervejeiro e proprietário. Os amigos, que ajudaram na produção do dia, estavam animados tomando as cervejas da casa e, apesar de somente o Jean-Louis e uma amiga falarem inglês, tivemos conversas muito legais com toda a turma.


Santé!



Quanto falo em utilização de ingredientes locais, nunca vi nada mais verdadeiro! A produção do dia utilizou lúpulo que cresce no muro da cervejaria, colhido na mesma manhã!
A mistura de tradição e inovação, com uma boa dose de ousadia, é percebida nas cervejas produzidas (e seus rótulos), todas com acidez muito pronunciada e notas de especiarias, usadas intensamente nas receitas.